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domingo, 31 de agosto de 2014

O GUARDADOR DE ABISMOS

Poema que dá nome ao livro "O guardador de abismos"

O GUARDADOR DE ABISMOS

 Me chamo Antonio, tenho 21 anos, um jornal nas mãos. Estou entre as estrelas e a última notícia. São 183.960 horas de viagem aproximadamente. Mas é mentira: garanto que venho de mais longe. Hoje, de repente, me descubro pelas ruas, vestido de branco e encantador de serpentes. Deve ser, pois, noite e também outono: há muito tempo deixei o Egito. É mentira, não era o Egito, mas garanto que aquilo era um deserto, tão árido, tão quente e tão frio como as ruas de minha cidade. Mas a moça da loja de discos nunca compreenderia.
    Há 183.960 horas, aproximadamente, eu nasci aqui, nesta cidade positivamente fantástica. É uma cidade progressista, sem dúvida alguma. Todos os seus habitantes são razoáveis, embora tenham os pés muito colados ao chão e a mania de criarem hábitos.
    Hoje, fui até a loja de discos ouvir música, mesmo sabendo que há tantas cores e símbolos pelas ruas. A verdade é que eu vivi 21 anos para me encontrar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

ELY VIEITEZ BIOGRAFA POETICAMENTE O ESCRITOR ANTONIO VENTURA

O MENINO E O GUARDADOR DE ABISMOS
(*)Ely Vieitez Lisboa

Conheci, há muitos anos, o Menino. Ele era diferente, meio solitário, cismarento e fascinado com as palavras. Quando ouvia um termo novo, que ele desconhecia, ficava de olhos meio parados, sonhando. Ali nascia o Catador de Palavras e ele as amealhava como um tesouro.

Muito jovem ainda, iniciado nas leituras de grandes poetas, ele começou a produzir seus primeiros poemas. Algum tempo depois era um Poeta. Aí começou a lenda. Participava de todos os concursos literários na época e ganhava sempre.

Na biografia dos poetas, há uma dicotomia entre o cidadão, com CPF, RG e o poeta. Quando se lê um belo poema do Mago de Itabira, não é fácil lembrar do autor, como personagem poética e do cidadão civil, funcionário público, casado, pai. Parecem duas criaturas diversas, irreconciliáveis.

Nisso também, a história do jovem poeta de Ribeirão Preto, é pitoresca. Na juventude, ele, bonito como um príncipe, cabelos nos ombros, um romântico de outras eras, ousou viver de poesia. Perambulava pelas portas dos teatros, em São Paulo e, a partir de 1972, no Rio de Janeiro, vendendo seus poemas mimeografados, vivendo quase de brisa, mas participando ativamente da vida cultural da época.

Um dia, o cidadão reclamou seus direitos. E nosso poeta cortou os cabelos, ingressou no sistema. Casou-se, vieram os filhos. Prestou concursos, trabalhou nos Correios, alçou cargos importantes. Mas ele queria mais. Estudou muito e chegou a Juiz, em 1991. Quando eu soube da novidade, escrevi um artigo para ele. Morrera nosso Poeta? Felizmente não. Foi para Mococa, fundou o Grupo Início de Poetas, continuou conciliando as duas vidas, então ao lado de sua Musa, Débora Soares Perucello Ventura. Em 2011 publicou O Catador de Palavras, com enorme sucesso, hoje é membro da ARL (Academia Ribeirãopretana de Letras) e da União Brasileira de Escritores. O Guardador de Abismos, Ed. Topbooks, 2014, segundo livro de nosso Poeta é surpreendente. Traz o precioso prólogo de Carlos Nejar, da ABL, orelhas, contracapa com citações excelentes de autores famosos, tudo valorizando a obra que, realmente, tem fascinado os leitores. Aparentemente são textos em prosa e alguns poemas. Há que se enfatizar, contudo, uma característica marcante: Em O Guardador, é o poeta amadurecido, enfrentando bravamente a crueza da realidade, mas sem perder a esperança, a alegria, em uma metafísica lispectoriana.

O que valoriza, sobremaneira, a obra O Guardador de Abismos, sabiamente citado pelo grande Carlos Nejar é o conceito feliz de “prosopoema” ou prosa poética. Impossível, nos textos de Antônio Ventura, conceituar exatamente o que é prosa ou poema, tudo ungido do mais puro lirismo.

Na primeira orelha do livro, Ivan Junqueira, da ABL, cita algo que enobrece O Guardador de Abismos, de A.V: “Assim como ocorre nos poemas em prosa, de Baudelaire, percebe-se em O Guardador de Abismos uma nítida despreocupação, seja com o ritmo, seja com a rima, e, ao contrário, uma incessante busca por aqueles contrastes que tentam adaptar sua prosa “aos movimentos líricos da alma” e “as ondulações do devaneio”.

Os textos reunidos sob o subtítulo de Minha Bela, para Débora Soares Perucello Ventura, são Cânticos de Amor, que vão muito além da realidade, um sentimento excelso, meio mítico, consubstanciado em um lirismo maior. Mas a vida flui, com sua inexorabilidade “saber é o grande horror”. Diante da lucidez, da qual não se foge, o Amor surge como possibilidade única de realização.

No final, os poemas dedicados aos filhos são muito belos, principalmente o de Antônio Perucello Ventura, o jovem poeta: “Cheguei de exaustiva viagem / e estavas dormindo. / Com meus braços/ enlacei teu corpo e ao seu lado dormi. / Igual concha serenando ostra.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA DO LANÇAMENTO DO LIVRO "O GUARDADOR DE ABISMOS" EM SÃO PAULO

"O guardador de abismos" foi lançado em São Paulo no último dia 12 de agosto, no mezanino da Livraria Cultura do Conjunto Nacional. 

Compareceram ao evento escritores, juristas, professores,  jornalistas, amigos e muitos jovens.

Antonio Vetura e Jayme Martins de Oliveira Neto
Antonio Ventura e Álvaro Alves de Faria

Antonio Ventura e Raquel Naveira

Antonio Ventura e Paulo Sposati

Yvone Barreiros Moreira e Antonio Ventura
Antonio Ventura e Maris Ester Souza



Antonio Ventura e João Nery

Antonio Ventura e Michel

Antonio Ventura e Moisés

Antonio Ventura e Nicole

Antonio Ventura e Felipe

Antonio Ventura e Gabriela


Antonio Ventura e Lucas

Antonio Ventura e Helena Agostinho

Antonio Ventura e Brendon

Antonio Ventura e Anne

Antonio Ventura e Eunice

Antonio Ventura e Elisa Alderani

Antonio Ventura e Bruno

Antonio Ventura e Cláudio Muzel

Antonio Ventura e Deise e Inês Rodrigues de Souza

Antonio Ventura e Dinah

Antonio Ventura e Pricila

Antonio Ventura e Rafaela
Ventura e Thereza

Antonio Ventura e Vinilson

Antonio Ventura e Terezinha


Antonio Ventura e Álvaro Alves de Faria e Débora Ventura

Jayme Martins de Oliveira Neto e Irene Coimbra

Maris Ester Souza e Antonio Ventura

Yvone Barreiros Moreira e Antonio Ventura e Vladimir

Antonio Ventura e Odete

Antonio Ventura e Teresinha

Antonio Ventura e Vinícius

Antonio Ventura e Patrícia Cicarelli e Debora Ventura e Sylvia Leite

Antonio Ventura e Patrícia Cicarelli

Antonio Ventura e Sylvia Leite

Antonio Ventura  autografando


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

UMA NOITE ESPECIAL

O poeta Antonio Ventura agradece a todos que compareceram ontem ao lançamento do livro "O guardador de abismos", na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Foi uma noite de cultura e alegria. Jovens homenagearam o poeta cantando e lendo os poemas do livro. A cerimônia foi encerrada com um discurso do autor.

Breve publicaremos aqui a cobertura fotográfica completa do evento.









segunda-feira, 9 de junho de 2014

MEMÓRIA DO LANÇAMENTO DO LIVRO O GUARDADOR DE ABISMOS EM RIBEIRÃO PRETO

O lançamento do livro O guardador de abismos de Antonio Ventura foi realizado com pleno sucesso, 
com a presença de autoridades, membros da Academia Ribeirãopretana de Letras, escritores e grande público, que abrilhantaram a noite de autógrafos na livraria da Travessa do Ribeirão Shopping, no dia 6 de junho de 2014. O autor agradece a presença de todos.


 
Antonio Ventura e família

Antonio Ventura e Deputado Welson Gasparini
Lúcia, Antonio Ventura e Dr Augusto Martinez Peres

Antonio Ventura e Menalton Braff

Valéria, Antonio Ventura e José Mario 
Antonio Ventura e Niura

Antonio Ventura e Rodrigo

Antonio Ventura e Dr. Feres Sabino

Antonio Ventura e Claudio Muzel

Antonio Ventura e Denise
Kele, Antonio Ventura e Dr. Sylvio

Antonio Ventura e Maris Ester
Leonardo, Antonio Ventura e Dr Ovídio Sandoval

Nubia Ventura, Antonio Ventura e Matheus


Saulo Gomes, Antonio Ventura e Edna Gomes

Toninho, Débora Ventura, Antonio Ventura e Irene Coimbra