Ao poeta Carlos Nejar
Antes de tudo é essa vontade constante
de viagem que trago no peito, e até
na alma. É de nascença, sempre fui assim.
A sede é minha irmã, por isso navego
por mares calmos e perigosos.
Estarei para sempre enfeitiçado
por isso mando meus feitiços,
mas um dia prometi
que voltarei para casa
e reverei Penélope.
A aventura da ave, da águia, da pomba,
os passarinhos e mesmo a serpente
enrodilhada
é meu lema, meu remo, minha nuvem.
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| Ilustração de Tânia Jorge |
Antes de tudo é essa vontade constante
de viagem que trago no peito, e até
na alma. É de nascença, sempre fui assim.
A sede é minha irmã, por isso navego
por mares calmos e perigosos.
Estarei para sempre enfeitiçado
por isso mando meus feitiços,
mas um dia prometi
que voltarei para casa
e reverei Penélope.
A aventura da ave, da águia, da pomba,
os passarinhos e mesmo a serpente
enrodilhada
é meu lema, meu remo, minha nuvem.
