segunda-feira, 14 de maio de 2012

A NOITE E O VENTO

     A madrugada dança ou é o vento que dança no ventre da noite? Pirilampos são as estrelas que dançam no vento da noite? Ou é o vento que dança? Ou é a ventania ou o clarão que ilumina a noite? Ou é a lua que, pálida, ilumina a noite dos ventos?
     Ah! Esta Terra que gira com os ventos que buscam nossos cabelos e os cabelos das crianças antigas! Ah! Eu quero o dia que vem depois da noite, com o sol banhando as cascatas de nuvens! Ó eterno giro! Eternas crianças com os cabelos ao vento! Vamos em direção do azul! Ó vento que balança folhas vestidas de amarelo e ainda nem é outono! Ó vento! Ó eternidade! És uma folha amarela que dança, e cai no paraíso de sol e pássaros!
     Ó eternidade! Ó eterno giro! Dá-me o sol e o dia que amanhece!  E dá-me os pássaros! Os pássaros! Os pássaros!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

VAMOS LÁ


IIustração: Antonio Ventura
 Vamos lá, tá tá tá. Tá? E se não tá? Se não tá, torna-se fubá. Tico tico no fubá? Nem tico tico nem cá nem lá. Jatobá, e tudo vira mingau? Au, au. Que tal? A prisão eu vi do preso. E o preso éramos nós, retrós. Liberdade, pela janela, o sol. Mas tem sempre o fulano de tal. E nada no lençol. Nem eu, nem nós. Se peidar o bicho pega, ou o bicho cheira? Nem cheira, nem eira e nem beira. Na ribanceira fica a peidorreira. Sem uva na parreira, a parreira não existe, mesmo verde. Que te quero verde. Como os ventos. Cataventos. Moinhos. Toninhos. Chuva, enxurrada, pés descalços. Aqui, agora. A eternidade é o nada, da cagada. Pelada. Embananada. Como o nada, sem meninada. Sem passarada. É piada. Que não gosto. Desgosto. Mês de agosto. É passado. E o futuro? Procuramos. Na madrugada. Sem nada. Sem sonhos do mundo. Raimundo. Vagabundo. Bunda. Muda. Vulva. Pinto. Peito. Tudo bem, quando tem. O amor de alguém. Vagalume tem tem, seu pai tá aqui, sua mãe também. Pirilampos, tem no campo. Ah, que acalanto. No entanto. O canto, ficou no canto. Quieto. Apenas quieto. Não morto. Mas vivo. O anjo torto.    

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O CATADOR DE PALAVRAS NA FEIRA DO LIVRO DE RIBEIRÃO RPETO




No dia 26 de maio, a cantora, atriz e produtora Juliana Betti fará leitura de poemas do livro O catador de palavras na Feira do Livro de Ribeirão Preto.

HORA: 16h
LOCAL: Auditório Meira Júnior





sexta-feira, 4 de maio de 2012

MÃE É SINÔNIMO DE POESIA



No dia 13 de maio,
dê poemas
a quem te deu a vida.



Para aderir à campanha, clique no link abaixo:
http://www.facebook.com/events/#!/events/266420733453900/?context=create


Veja, a seguir, a relação de livrarias e distribuidoras onde o livro O catador de palavras pode ser encontrado para venda virtual ou física.